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Palestra realizada para os profissionais dos CORREIOS
Palestra realizada para os profissionais dos CORREIOS
postado por admin 9 de julho 2018

Temas abordados:
– Tratamento da dependência química
– Dependência química e trabalho
– Reinserção do dependente químico no trabalho – pós tratamento
– Abordagem e manejo dentro do ambiente de trabalho
– Ação preventiva – Desafios, perdas e ganhos
– Fatores de riscos e proteção no ambiente de trabalho

Profissionais palestrantes:

Drº José Roberto Otoboni – Psiquiatra
Paula Caroline Menabo Ferretti – Psicologa

 

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Tratamento do Alcoolismo – Drº José Roberto Otoboni CRM: 83377
Tratamento do Alcoolismo – Drº José Roberto Otoboni CRM: 83377
postado por admin 29 de junho 2018

Palestra realizada pelo Doutor José Roberto Otoboni no AA (Alcoólicos Anônimos), de Presidente Prudente, onde foi abordado o tema sobre o tratamento de alcoolismo.
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CODEPENDÊNCIA E TRATAMENTO FAMILIAR
CODEPENDÊNCIA E TRATAMENTO FAMILIAR
postado por admin 19 de janeiro 2017

CODEPENDÊNCIA

A palavra Codependência surgiu nos centros de tratamento no final da década de 70. O termo surgiu simultaneamente em diversos centros de Minnesota usado para descrever pessoas cujas as vidas foram afetadas pelo envolvimento com um dependente químico. O codependente, filho, cônjuge, ou amante de um dependente químico, era visto como alguém que desenvolvera um padrão doentio de lidar com a vida, numa reação ao abuso de álcool ou drogas praticado por outra pessoa.

A ideia básica naquela época, quando surgiu a palavra codependência, era que os codependentes podiam ser definidos como pessoas que não conseguiam administrar suas vidas em função de uma relação comprometida com um depende químico. “O codependente é aquele que deixou-se influenciar pelo comportamento de outra pessoa, e que vive obcecado em controlar o comportamento desse outro.” É preciso deixar claro que o outro pode ser uma criança, um adulto, um amante, um cônjuge, um irmão ou irmã, um avô, pai, cliente ou melhor amigo. Pode ser um alcoólatra, dependente químico, um deficiente mental ou físico, alguém “normal” e que às vezes mergulha em sentimentos de tristeza, e/ou qualquer pessoa mencionada anteriormente.

A codependência é uma doença? É uma doença emocional e comportamental, chegando na maioria das vezes desencadear doenças sérias como depressão, hipertensão, diabetes e outros males físicos. Uma das razões pelas quais chamam a codependência de doença é que muitos codependentes reagem a doenças (o alcoolismo, por exemplo), e o fato do problema ser progressivo. À medida que as pessoas que nos cercam tornam-se mais doentes, podemos reagir mais intensamente. Qualquer que seja o problema do outro, a codependência envolve um sistema habitual de pensar, sentir e comportar-se, em relação a nós mesmos e aos outros, que pode causar sofrimento. Comportamentos ou hábitos codependentes são mais autodestrutivos.

Podemos mudar? Somos capazes de aprender outros comportamentos mais saudáveis? TRATAMENTO FAMILIAR O impacto que a família sofre com o uso de drogas por um de seus membros é emocionalmente tão devastador quanto às reações que o usuário de drogas possa ter. Existem alguns estágios que caracterizam este impacto pelo qual a família de um dependente químico na passa:

1 – Na primeira etapa, ocorre sempre o mecanismo de negação. Ocorre tensão e desentendimento e as pessoas deixam de falar sobre o que realmente pensam e sentem, não admitem e não aceitam que tal fato possa estar acontecendo na sua família, logo na sua família.

2 – Em um segundo momento, a família demonstra extrema preocupação com essa questão e tenta controlar o uso da droga, bem como as suas conseqüências físicas, emocionais, no campo do trabalho e no convívio social. Mentiras e cumplicidades relativas ao uso abusivo de álcool e drogas instauram um clima de segredo familiar. A regra é não falar do assunto, mantendo a terrível ilusão de que as drogas e álcool não estão causando problemas na família.

3 – Na terceira fase, a desorganização da família é imensa. Seus membros assumem papéis rígidos e previsíveis, servindo de facilitadores. As famílias assumem responsabilidades de atos que não são seus, e assim o dependente químico deixa de ter a oportunidade de perceber as conseqüências do abuso de álcool e drogas. É comum ocorrer uma inversão de papéis e funções, como por exemplo, a esposa que passa a assumir todas as responsabilidades de casa em decorrência o alcoolismo do marido, ou a filha mais velha que passa a cuidar dos irmãos em consequência do uso de drogas da mãe.

4 – O quarto estágio é caracterizado pela exaustão emocional, podendo surgir graves distúrbios de comportamento e de saúde em todos os membros. A situação fica insuportável, levando ao afastamento entre os membros e gerando desestruturação familiar.

Embora tais estágios definam um padrão do impacto das substâncias, não se pode afirmar que em todas as famílias o processo será o mesmo, mas inevitavelmente existe uma tendência dos familiares de se sentirem culpados e envergonhados por estar nesta situação. Infelizmente, devido a estes sentimentos, muitas vezes a família demora muito tempo para admitir o problema e procurar ajuda externa e profissional, o que leva o problema a ser ainda mais agravado.

Geralmente, um eventual momento de internação foi antecedido por várias tentativas de recuperação com o objetivo de evitar uma internação.

Provavelmente, houve a intenção e a esperança de acertar, mas, infelizmente não deu certo! Inicia-se então, uma intensa e cansativa busca de um tratamento adequado. Nesta fase a família já se encontra quase sempre esgotada, desestruturada, sem esperanças e completamente adoecida. Assim sendo, no período de internação do dependente químico deve-se ter como um dos objetivos, a conscientização da família sobre a seriedade da doença da adicção, a dificuldade de vivenciar situações tão destruidoras sozinhos, e, paralelamente, alertá-la sobre a importância da busca de mecanismos de ajuda adequados como: profissionais especializados, grupos de apoio (AA, NA, Amor Exigente) etc, que a oriente e possa prepará-la para conviver adequadamente com esta doença. Caso contrário, a desordem estabelecida nesta família só vai se agravando.

O que os familiares podem e devem fazer para ajudar?

A família tem um papel extremamente importante na recuperação do dependente químico. Ela não só pode, mas deve ajudar seu ente querido na busca da recuperação de um problema tão grave.

Entretanto, muitas vezes, o desespero e a fragilidade emocional a qual a família é submetida é tão grande que quase sempre a atrapalha de exercer adequadamente seus papéis.

A família é fundamental no processo de recuperação e posterior manutenção na medida em que ajuda o dependente químico a resgatar valores, princípios e autoestima, mas, ao atuar como facilitadora e com atitudes inadequadas, poderá ser o disparo, que o levará à recaída de comportamentos, à irresponsabilidade e, certamente, ao uso de substâncias.

A constatação dessa dura realidade, ou seja, o deixar-se vencer pela doença, poderá levá-lo a sentimentos de menor-valia, desânimo, frustração e descrença na própria capacidade de recuperação.

O que a família não deve fazer?

Independente do motivo que causou a dependência, a família não deve envergonhar-se, isolar-se, fazer julgamentos e reprovações, apegar-se aos ressentimentos e, muito menos, fingir que o problema não existe. Estes comportamentos só farão com que se afaste da realidade dos fatos, dificultando e atrasando a busca adequada de soluções para enfrentar a doença.

É de vital importância que a família não só entenda, mas que comunique a outros que a dependência química é uma grave doença e que, apesar de ser incurável, progressiva e fatal, há chances de recuperação e manutenção de uma boa qualidade de vida.

Quanto mais rápida for a busca da conscientização para um melhor tratamento e acompanhamento, maiores serão as chances de recuperação. Todos necessitam de ajuda! Neste caso, a família precisa se fortalecer e se reequilibrar.

Por que é importante o trabalho de grupo com as famílias?

O local mais adequado para os familiares encontrarem acolhida, solidariedade e ampliarem seus conhecimentos sobre a doença da adicção é nos grupos de apoio que estão objetivamente focados nas questões da dependência química.

Além de palestras, com finalidade pedagógica, que vão gradativamente diminuindo a ansiedade dos familiares, o próprio clima amistoso que se cria dentro do grupo – que se identifica por seu objetivo comum, a recuperação do seu ente querido – proporciona um espaço em que essas pessoas podem manifestar todo o seu sofrimento, pois sabem que ali, entre pessoas com problemas semelhantes, serão compreendidas.

Nestes grupos os familiares encontrarão outras pessoas com problemáticas muito semelhantes, buscando soluções e expondo suas experiências vividas. Naturalmente, se forma uma rede de apoio na qual através da troca de idéias e dos testemunhos dos participantes, muitas vezes, torna-se possível entender a necessidade da realização de mudanças de comportamento da própria família e não só ficar na expectativa que apenas o outro, no caso o dependente químico, precisa realizar mudanças em busca da recuperação.

Por isso, algumas vezes é necessário que a família encontre, além do trabalho com grupos de ajuda, alternativas tais como: uma terapia individual ou familiar, com o objetivo de facilitar a compreensão e aceitação não só da doença, mas das mudanças quem se fazem necessárias em seus próprios comportamentos.

Muitos fatores de diversas naturezas contribuem para o desenvolvimento da dependência química, no entanto, a organização familiar mantém uma posição de destaque no desenvolvimento e juízo do quadro de dependência química. Neste sentido, a abordagem familiar deve ser considerada como parte integrante do tratamento bem sucedido e é essencial para um desfecho favorável.

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EQUIPE RECANTO VALE VERDE
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postado por admin 23 de dezembro 2016

Compromisso, trabalho em equipe e melhoria contínua, são chaves para conquistar excelência em qualidade e satisfação dos pacientes e familiares.

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ATIVIDADES FÍSICAS AJUDAM NA RECUPERAÇÃO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA
ATIVIDADES FÍSICAS AJUDAM NA RECUPERAÇÃO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA
postado por admin 16 de dezembro 2016

Prática de esportes melhora o condicionamento físico e a autoestima do dependente químico.

 

O uso de drogas de forma constante e sem controle pode se tornar um caso de dependência química. Nessas situações, é preciso buscar ajuda profissional o mais rápido possível.

A prática de atividades físicas é uma ótima maneira de complementar e potencializar o tratamento do dependente químico. Veja como funciona o processo de desintoxicação e entenda os benefícios que o esporte traz para quem precisa enfrentar esse desafio.

Recuperação do dependente químico

A prática de exercícios ajuda no tratamento do dependente químico por vários fatores. Além de melhorar o condicionamento físico e aumentar a autoestima, as atividades também fazem o corpo liberar endorfina, diminuindo assim a ansiedade e a irritabilidade, que são sensações frequentes na luta para se livrar do vício.

Qualquer tipo de atividade física alivia o estresse, diminui a ansiedade e proporciona sensação de bem-estar. Os exercícios aeróbicos ao ar livre são os mais indicados para o dependente químico em recuperação, pois o contato com a natureza ajuda no processo.

Uma das melhores opções de exercício são os exercícios coletivos, como o futebol e a corrida. A prática é utilizada até mesmo em projetos, como instrumento para auxiliar no tratamento contra a dependência química. Uma corrida de 30 minutos, por exemplo, melhora o humor, o entusiasmo, a energia e o engajamento nas atividades cotidianas.

A natação, a dança, as lutas e outras modalidades também são alternativas positivas.

 

Identifique um dependente químico 

A dependência química é considerada uma doença, em que o paciente sofre de um transtorno mental e perde o controle do uso da substância. O dependente químico tem sua vida psíquica, emocional e física gravemente prejudicadas. Por isso, no caso de obsessão por qualquer tipo de droga, as pessoas precisa de tratamento e de ajuda competente e adequada.

Uma pesquisa feita entre os anos de 2012 e 2013, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgou dados sobre o uso de maconha, cocaína e seus derivados e também bebidas alcoólicas no Brasil. Com os resultados, os pesquisadores estimam que 5,7% dos brasileiros sejam dependentes, o que representa mais de 8 milhões de pessoas.

Também com os dados do estudo, foi possível apontar que a maioria dos pacientes em tratamento para dependência química é homem, com idade entre 12 e 82 anos. Desses, cerca de 26% têm Ensino Superior incompleto ou completo. A média de idade dos usuários de drogas no país é de 31,8 anos.

Geralmente, a família e outras pessoas que convivem com o dependente químico percebem mudanças no comportamento do paciente. Além disso, o uso de drogas também causa alterações no metabolismo orgânico: manifesta quadros de ansiedade, irritação, incapacidade de dormir normalmente, isolamento e consumo constante e sem controle.

 

 

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DEPENDÊNCIA QUÍMICA: PROBLEMA BIOLÓGICO, PSICOLÓGICO OU SOCIAL?
DEPENDÊNCIA QUÍMICA: PROBLEMA BIOLÓGICO, PSICOLÓGICO OU SOCIAL?
postado por admin 14 de dezembro 2016

O consumo de substâncias psicoativas é uma característica comum a populações da maioria dos países, inclusive a do Brasil, sendo o tabaco e o álcool as mais utilizadas. Muitas variáveis (ambientais, biológicas, psicológicas e sociais) atuam simultaneamente para influenciar a tendência de qualquer pessoa vir a usar drogas e isto se deve à interação entre o agente (a droga),o sujeito (o indivíduo e a sociedade) e o meio (os contextos sócio-econômico e cultural).

Existe no mundo extensa produção bibliográfica sobre questões relacionadas às drogas (psicológicas, sociais, educacionais, políticas, sanitárias, econômicas e religiosas), popularmente conhecidas como drogas lícitas e ilícitas. A partir do século XX, essas publicações se intensificaram. Várias foram as razões para isso. O avanço científico e tecnológico, o conhecimento armazenado, a gama de tratamentos existentes, o envolvimento de muitas áreas do conhecimento com essa temática, a alta prevalência de pessoas envolvidas (portadores de dependência, narcotraficantes, crianças, adolescentes, adultos ou idosos). As reflexões sobre essas questões ocupam grande parte da atenção dos estudiosos. Embora esses estudos representem boa bagagem na produção de conhecimento, ainda se fazem necessárias mais pesquisas para a melhor compreensão da complicada relação entre as drogas e o homem. Ainda que tenhamos uma significativa produção intelectual sobre substâncias psicoativas, somos um tanto acanhados na compreensão deste fenômeno, que muito bem é articulado na obra de Leonardo de Araújo e Mota.

Parafraseando Conte 1, pergunta-se: qual o campo em que se situam as drogas? A resposta é muito variada e heterogênea, tanto pelas disciplinas e ciências que se ocupam da área das substâncias psicoativas em relação ao uso de drogas, bem como pelos diferentes lugares que a droga ocupa na vida física, psíquica, legal e social do usuário e da comunidade. O uso de drogas situa-se em uma encruzilhada temática. O fenômeno diz respeito ao campo sociológico, médico, psicológico, jurídico, etimológico, psicanalítico, educacional, familiar e o religioso. Na pluralidade das interfaces desses campos é que o fenômeno da droga se situa. Sendo assim, cada lócus desse campo questiona e toma para si esse fenômeno em nome de alguma verdade que postula, oferecendo as mais diversas soluções 2. É com essa perspectiva em vista que o autor desenvolve seu trabalho, “Dependência Química: Problema Biológico, Psicológico ou Social?“.

Mota é graduado em Ciências Sociais, professor universitário e doutorando em sociologia (Universidade Federal do Ceará); procura fomentar a discussão sobre a origem do problema das drogas em relação ao homem. Trata-se de um livro que “fala as questões das drogas e não a questão das drogas“. Nesse sentido, estimula a reflexão para a causa (etiologia) do uso de substâncias psicoativas tanto para os profissionais da área da saúde, educação, segurança, ciências sociais quanto para o mundo acadêmico e outros que se interessem por esta temática.

Mota critica em seu livro o reducionismo de muitas teorias que tentam ditar suas “verdades” sobre a etiologia da relação entre o uso de drogas e o homem. Escreve o autor, “entre os saberes psicológicos não existe uma teoria geral das dependências” (p. 29). É preocupação constante a questão da “eugenia ou da higienização social” que utilizaria as drogas para desencadear uma nova corrida às tendências de produzir um cenário à seleção artificial dos indivíduos mais aptos. O autor aponta que o uso de drogas vem como uma panacéia, ou seja, o remédio para todos os males. A proposta do livro é justamente uma investigação sobre a etiologia das drogas. O autor elege a dimensão do modelo biopsicossocial o mais apropriado para esse fim, e argumenta que é necessário um tratamento interdisciplinar para a investigação desse fenômeno que é ao mesmo tempo biológico, psicológico e social, como lócus para compreender “as questões das drogas versus o homem“.

Para poder tecer seus argumentos, Mota divide sua obra, além da introdução e conclusão, em cinco capítulos. O primeiro define o que é droga e traça uma breve revisão do termo. O segundo versa sobre a biologia das drogas da eugenia às neurociências, traz à tona as concepções teóricas sobre a etiologia de causa e as ciências biológicas, passando por Comte, Darwin, Lombroso e pelas teorias genéticas. O terceiro descreve a questão do uso de substâncias psicoativas e a psicologia: entre o prazer, o condicionamento e a angústia, de maneira a abordar os modelos psicanalítico e comportamental, citando a influência da família, da personalidade e do aprendizado social. Freud refere que o uso de drogas estaria a cargo pela luta por felicidade e como amortecedor de preocupações. Recentemente, os psicanalistas referem que o uso de substâncias psicoativas seria um sintoma da patologia social. Para a psicanálise as forças psíquicas são iguais em todos, mas cada indivíduo elabora seu sofrimento de forma distinta, portanto, a dependência de drogas seria apenas um dos recursos dentre outros disponíveis. O quarto capítulo oferece uma reflexão sobre a sociedade e o problema das drogas no contexto social contemporâneo. Centra-se nos fatores sociais de risco que favorecem o uso de substâncias psicoativas. Traz à baila Engels, Durkheim e Merton para discorrer sobre a etiologia do uso de drogas. No último capítulo, o autor aborda questões centrais do modelo biopsicossocial da dependência e coloca-o como uma síntese necessária para tal explicação. Descreve o fenômeno como complexo para se ater aos reducionismos teóricos, pois cada teoria tende a se intitular detentora de repostas.

A conclusão final é que paradoxalmente ao que tem mostrado a história, a etiologia da dependência química é tarefa impossível de se realizar, e precisará ainda ocupar muitas mentes e esforços. Praticamente nenhum cientista ou teoria chegou a uma conclusão definitiva sobre essa questão, visto que as ciências são intrinsecamente transitórias e que nenhuma instância acadêmica isoladamente é capaz de fornecer uma teoria ou resposta consistente sobre as causas do uso e abuso de substâncias psicoativas.

Embora os problemas do uso de drogas sejam considerados como uma (re)emergência na sociedade, não se pode deixar de ressaltar a importância de se realizar discussões com serenidade e comprometimento, não levando a construções anômalas, sem fundamentação alguma, não sendo possível pensar e abordar o tema em sua complexidade com reducionismos e preconceitos, apenas no campo conceitual teórico, puramente homogêneo e desarticulado.

Nesse sentido é imperativa e útil a visão de uma perspectiva de interdisciplinaridade ou a transdisciplinaridade, que permita conhecer o tema de forma mais ampla, pois a conjugação de esforços e abrangência de cada área possibilita por meio de pressupostos compartilhados uma visão sistêmica do fenômeno “drogas“. Isso tudo desvela a dimensão deste entrecruzamento epidemiológico que é o processo saúde-doença. O problema das drogas supera as questões simplesmente médicas, alimentando novas questões e problemas a ele relacionados, como por exemplo, a violência, a corrupção, a instabilidade política, o crime organizado, a lavagem de dinheiro, o favorecimento da propagação de AIDS e hepatites, entre outras. O produto “droga” encontra-se entre as três atividades mais lucrativas do mundo, superando o petróleo e o mercado das armas. Além disso, forma uma rede direta e indireta com um dos maiores empregadores de pessoas na produção, no consumo e na distribuição de substâncias psicoativas. Essa atividade agrega valor à sua existência, o que em muitas vezes explica a reduzida eficiência e eficácia de explicações, consolidando como poderosa economia ilegal.

De forma geral, encontram-se nessa obra argumentos consistentes para fundamentar as questões das drogas e talvez por isso se torne referência para os interessados no estudo deste fenômeno. O paradoxo da droga é que ele ao mesmo tempo traz alivio, alegria diversão, poder, sedução, produz dor, sofrimento, desagregação, escraviza e mata.

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REUNIÃO FAMILIAR MENSAL
REUNIÃO FAMILIAR MENSAL
postado por admin 14 de dezembro 2016

Reconhecemos a família como instrumento mediador que favorece e aumenta a probabilidade de abstinência do Dependente. Aprender sobre a doença, seu sintomas e características, dá condições a família de auxiliar e cuidar de maneira mais efetiva do seu ente que sofre.
A participação da família é fundamental.
Nós do Recanto Vale Verde nos dispomos a oferecer orientação, atenção e cuidados ao familiares dos nossos residentes. Nesta jornada é importante que a família saiba que ela não está sozinha.

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